Sexta-feira, Setembro 02, 2005

COW PARADE

Em conjunto com a Secretaria de Estado da Cultura, mais uma mega-produção da ABOBRA Produções Artísticas S/C chega com tudo e promete ser um enorme sucesso:

1ª PARADA DAS MÃES DE BLOGUEIROS


Desenvolvido em conjunto pelos integrantes do website Abobra, trata-se uma singela homenagem dos internautas às suas respectivas progenitoras, um ato de amor e carinho para com aquelas que sofreram, riram, choraram e vibraram cada momento de nossas vidas, e que merecem tudo de bom e de melhor no que depender da gente. Seguindo essa linha de raciocínio foi idealizada essa passeata-desfile, onde as mães inscritas desfilam seu charme e irreverência pelas ruas da cidade, altamente produzidas com fantasias desenvolvidas no melhor do design-fashion disponível, idealizado pelo estilista Alexandre Gaykovitch.
Não percam tempo! Acessem www.abobradiario.blogspot.com e inscreva sua mamãe. Ela vai sem dúvida chorar de emoção.



Mãe Carlão pinguço


Mãe MR NICE GUY


Mãe TS, O PLAGIADOR!


Mãe desconhecida

ABUSADO.COM.BR

Não adianta, quando a fase é ruim nem São Jorge dá jeito.
Contratado a peso de ouro, Carlos Alberto chegou para ser ´´o cara`` no Corinthians, almejava vaga na Copa de 2006 e ser campeão brasileiro, mas devido a má fase foi afastado por deficiência técnica, depois foi acusado de carioca-pagodeiro-mascarado e culminou sendo dispensado elenco alvinegro pelo treinador Márcio Bittencourt, que vê em Dinelson a grande esperança para a posição.
Já que seu contrato permanece vinculado ao timão, o meia fica proibido de vestir qualquer outra camisa até Dezembro, e tendo em vista os atrasos corriqueiros de salários da ´´parceria milionária``, não restou outra opção:

CARLOS ALBERTO SE VIRANDO COMO PODE

Triste realidade do futebol penta-campeão...

Segunda-feira, Agosto 22, 2005

LOVE STORY



Mais uma vez cedo à minha falta de personalidade. Maldita mania de não conseguir dizer não para esse tipo de proposta. Agora que achei uma garota legal e estava mais calmo, o capeta dá um jeito de aparecer mais uma vez para atazanar minha felicidade. Sempre a mesma coisa, amigos, sempre os amigos:
- Tá bom, tá bom, por 10 faço a entrada dos dois, mais dois drinks cada! - Fala já sem paciência o porteiro daquele antro de pecado.
- Fechado. - Responde meu amigo. A porta se abre vagarosamente e a fumaça junto da música de Beyonce praticamente nos hipnotiza, um convite para os braços de Satã.
Dois duros numa zona. Situação corriqueira, minha vida toda foi assim, na maior parte das vezes acaba na punheta das gostosas ou comia as barangas que eram as mais baratas, e dessa vez não parecia em nada diferente das outras.
- Uísque Chanceler, por favor...ãh, a pulseira? F, tem um F. Obrigado...
A stripper no palco tinha marca de cesariana recente, não consigo olhar. Um velho com um buquê de rosas distribuia-as uma a uma às beldades, a maioria delas largada no colo de seus clientes, bêbadas, descabeladas, com cara de serviço feito. E pensar que já me apaixonei por uma dessas antes... enfim, truques femininos.
- Se meu cartão passasse com certeza eu subia com você, meu anjo... ? Fala meu chegado com uma gordinha paraibana no colo. Ela rebolava em seu colo ao mesmo tempo em que massageava minha genitália.
- Ôxi, intaum vamu vê, mininu! ? Pegando-o pelo braço e o arrastando até o caixa. Tento impedí-lo com um discreto olhar de reprovação e uma balançada de cabeça, mas era tarde demais. Desencano.
Não deveria estar nem ali. Homem que trai mulher não é homem, é um verme. Uma mulher que se entrega ao homem espera dele companheirismo, amor e, principalmente, honestidade. Não estava sendo honesto nem comigo nem com ela, assim como não gostaria que ela fosse num clube de mulheres ficar roçando suas nádegas em gorilas de sunga e...
- Passou! Passou o cartão, tá afim? Tem um crédito bom, arruma uma qualquer e sobe logo, que eu tô indo!
Segundos que parecem anos. Corro desesperado pela zona procurando alguma com feição de alfabetizada ao menos. Curiosamente a música tema do ambiente agora era ´´Garoto de Aluguel`` na voz de Belchior, alguma ironia do destino. Uma loira, cabelos curtos, boca enorme, seios pequenos e belas coxas expostas no balcão. A agarro pelo braço e saio andando, ela grita assustada ´´quarenta reais antes, quarenta reais!?
Estou nu num quarto imundo, privada entupida, chuveiro gelado lavando a cabeça do pau. Baby (sim, era seu nick) rebolava tentando parecer sensual, só de calcinha. Elogio seu piercing no mamilo esquerdo do seio mínusculo, ela sorri e agradece.
- Adoro homens barrigudinhos, sabia? Adoro sentir uma barriga batendo na bunda enquanto fico de quatro! ? Diz a santa donzela enquanto saca um Marlboro light para acender. Tomo cigarro e isqueiro de sua mão e acendo enquanto ela me chupa vertiginosamente. Um fio de baba estica entre sua bocarra e a cabeça de meu pênis, visão do inferno. Tenham certeza, o inferno está cheio dessas visões.
Deitado, alcoolizado, meia-bomba. Mesmo assim a safada cavalga e faz a coisa funcionar. Enjôo daquele movimento todo, muito esfroço, ânsia de vômito, maldito uísque vagabundo. Jogo-a de lado e gozo na sua bunda enorme com marca de dentes ( e não eram meus dentes).
Ela toma banho, eu me visto suado e fedido mesmo, como todo homem de verdade deve fazer pós-coito. Ela me fala algumas coisas de sua vida que não dou a mínima e pergunta, com a toalha enrolada na cabeça, o que faço da vida.
- Nossa, um editor de imagens? Você tem cara de polícia federal, feioso, malvado, bruto...
- Sou o completo oposto, um alcoólatra vagabundo e maconhista...
- Nossa, sério?!? Iupiiiiii!!! Tô com um beck aqui na bolsa, quer fumar ?
- Que jeito...
Desço as escadas completamente chapado, ainda com tempo de tomar uma Bavária quente de R$5,00 antes de ir pra saída. Meu amigo beija sua garota ao vivo, para espanto e gargalhada dos presentes. Chego em casa 3:00 da manhã e ligo para o meu amor, completamente chapado, dizendo que havia acabado a partida de RPG que jogava na casa de uns amigos...

Segunda-feira, Julho 25, 2005

GOD SAVE THE QUEEN

- começou com um terrível mal-entendido, onde o patrimônio histórico da masturbação brasileira Luma de Oliveira foi confundida com uma relez garota de programa comum, enquanto sabemos que ela é muito mais que isso;
- depois a Scotland Yard senta o dedo oito vezes num compatriota de visto vencido, tido para eles como perigoso terrorista. Caralho, brasileiro na Inglaterra depende do metrô;
- David Beckham discute com Roberto Carlos após derrota do Real para time japonês;

QUE PORRA É ESSA AGORA?!?

Qualé Rainha, tá de chico? Que fizemos nós para Vossa Majestade que ofendeu tanto assim? Foi a virada na Copa do Japão?

Vocês estão querendo confusão ou o quê? É guerra?
Pois se é guerra que vocês querem, então, então...


Desculpa. Somos um mero povinho latino subdesenvolvido, somos de paz, alegria, carnaval e tal, não temos cultura de violência em nosso currículo internacional, por favor parem com essas agressões infundadas, não temos nada contra vocês, oxalá de ter, queremos apenas sua amizade, não seu ódio.
Como um reles caboclinho de nariz corizado, cabelinho duro e chinelo de dedos contra um gordo, ruivo, sardento e assustador garoto mais forte, suplicamos cabisbaixos e encabulados:

- P-por favor, m-me deixa em paz...não fiz nada...snif...

Quinta-feira, Julho 14, 2005

BLUE, BLUE, BLUE!

No começo fiquei um tanto inseguro. Sei lá, é cada história que você escuta de neguinho ficando cego, morrendo do coração e os escambaus por causa daquele comprimido que dá um certo receio de testar.
Ao mesmo tempo, um monte de caras jovens, até com menos idade do que eu, disseram que usaram e tiveram relações sensacionais, fizeram as parceiras irem até Marte e voltar em questão de segundos. Não tinha jeito, não iria sossegar enquanto não sentisse na pele os efeitos daquela porcaria; foi assim com todas as drogas que usei, porquê seria diferente agora?
Fui na farmácia e comprei a maldita pílula de 30 reais a cartela com uma unidade: detalhe, tiro único, se desse errado, se caísse no ralo na hora de tomar, um abraço, todo cuidado se fazia necessário naquele momento. Estava muito tenso a princípio, admito. Não tenho problemas cardíacos e, se tivesse diabetes ou algo desregulado, descobriria dentro do caixão.
Cheguei em casa, preparei um belo dum jantar, com direito a vinho, fusilli ao molho funghi e tudo mais que tinha direito. Seguindo as recomendações, tomei uma hora antes do início da relação e fiquei aguardando...aguardando...chega, não dava mais! Devorei tudo rapidamente, matei a garrafa de Dão tinto no bico e fui correndo pro computador!
Eram 00:15, começara o strip da minha gata e o melhor, ela estava acompanhada de uma amiguinha sapeca. Se chuparam, beijaram, lamberam, coisa louca, rapidamente cheguei a minha primeira ejaculação, coisa incrível, um jato certeiro caiu entre as teclas F, G e T, uma nojeira, tive que tirar a meio do pé esquerdo para limpar o estrago. Incrível, a parada que tanto estava agitando melou e continou de pé mesmo assim!
Perto de uma da manhã me sentia pronto pra segunda etapa daquela noite sublime. Resolvi variar um pouco, era hora de um sexo mais maduro e comportado, para que fosse possível dar continuidade àquela loucura toda por muito tempo ainda, e nada como um feitchezinho para animar a festa.
O segundo tiro não teve a mesma intensidade do primeiro mas foi legal. O único sintoma que sentia até aquele momento era um calor nível deserto do Piauí e uma pequena dormência no corpo cavernoso, possivelmente conseqüência das duas horas seguidas de ereção. Não era problema, o mastro continuava hasteado e era hora de mais umazinha!
De-repente a coisa toda descambou pra putaria, a fodeção extrapolou todos os limites e o cheiro de sexo dominou meu quarto. Com certeza a terceira gozada foi a mais erótica de todas, todos os limites e taras foram liberadas e todo mundo se deu bem.
Estava totalmente exausto, meu membro agora se encontrava meia-bomba e arroxeado na extremidade, certamente devido ao uso execessivo. Um formigamento rápido no meu peito me deixou meio assustado, mas foi embora rápido como veio. Estava um nojo, mais suado que corredor de maratona, mas ainda tive tempo para me divertir por mais alguns minutos antes de dormir. A última gozada praticamente não existiu, o reservatório estava vazio, mas a sensação foi a mesma da primeira. Agora já estava bom, o teste foi positivo e não vejo a hora de ir na farmácia comprar mais daquela maravilha azul. Mais que isso; aquela, com certeza, foi a melhor transa da minha vida...

Quinta-feira, Julho 07, 2005

Espírito Esportivo Zero!

Brasil e Argentina que se odeiam?!? Vai nessa...

Metrô de Londres, pela manhã...


Minutos depois, em Edimburgo, Escócia...

Sexta-feira, Julho 01, 2005

Tenho ódio de surdo-mudos...

Desculpe, sei que é um tema polêmico, nem sei se deveria redigir esse post, mas minha vontade de expor meu polêmico ponto de vista ultrapassou o limite do respeito pelos incapacitados, e num blog como esse não vejo o menor problema em pegar pesado.
Tudo começou quando eu fazia faculdade e meu ônibus passava diariamente em frente à uma APAE, aonde todos os incapacitados desciam para suas aulas noturnas e me obrigavam a viajar junto deles por meia hora diária. Logo que entrava no ônibus um jovem casal de surdos lá estava, quieto, comportado, conversando em gestos cautelosos que passariam facilmente despercebidos se não prestássemos atenção. Assim que o ônibus entrava na Radial Leste, no primeiro ponto do metrô Vila Matilde lá estava o restante da gangue: eram mais ou menos dez deles, eufóricos e agitados, com seus hormônios adolescentes agindo a mil por hora. Sabem aquela gangue de garotos estúpidos de saída de escola, que entram em bando no ônibus, ficam cantando, fazendo gracinhas, empurra-empurra e barulhos de peido com a boca ao som de risadinhas histéricas de garotinhas de aparelho? Pois então, esses são até suportáveis perto dos mudos que eu conheci. O ônibus ia ficando apertado, cada vez mais cheio, e a gangue silenciosa iniciava a ´´gritaria`` no exato momento em que se encontravam. Detalhe: eles era obrigados a gesticular, às vezes até com duas mãos, para se fazerem entender, e a cada brecada do ônibus, adivinha em quem eles se agarravam? Nos pobres passageiros que viajavam de pé servindo de apoio.
A cena mais normal era: freada, agarrão no braço de um passageiro, que se virava com raiva para xingar o folgado mas se detia ao exato momento em que notava o aparelhinho no ouvido, que eles faziam questão de apontar antes que levassem um esporro. A vítima fazia cara de arrependimento, do tipo ´´coitado, como sou canalha, ia xingar um pobre mudinho`` e se virava pra frente. Pronto, estava dada a brecha para a ação coordenada da gangue, que se matava de rir por dentro com a ingenuidade de nós, simples ´´normais``, para com seu jeito malandro de tirar sarro dos outros. Isso sem contar as inúmeras vezes em que eles gesticulavam e puxavam o cabelo de mulheres, esbarravam nas nucas alheias e davam dedadas voluntárias nos pobres coitados dotados de perfeita audição, que se voltavam achando que alguém os estava chamando e ficavam com cara de besta enquanto eles, na maior cara de pau, continuavam a fazer mímicas sem dar a menor importância.
Sei disso com razão de causa. Inúmeras vezes flagrei risadinhas estilo Mutley, pra dentro, sendo trocadas entre deficientes auditivos, que tiravam proveito de sua situação e riam às nossas custas. Por dois anos estudei o comportamento daquele exótica espécie e inúmeras vezes fui feito de trouxa, até que um dia me liguei e passei a me cuidar no busão, um olho na nuca e sempre alerta com aqueles malfeitores.
Porra, ser surdo-mudo nem é tão foda assim! Conheço um maconheiro que não fala quase nada, não se comunica com ninguém e toda vez que puxo assunto com o cara ele responde um ´´hã?`` de quem não escutou/entendeu nada. Ser cego deve ser fodaço, aleijado pior ainda, mas ao menos esse pessoal sabem respeitar o bem-comum!
Ontem de tarde, voltava pra casa de metrô quando notei, na minha frente, dois mudinhos analisando a tabela do campeonato brasileiro no Lance; gargalhavam sem som, se cutucavam e faziam sinais mais difíceis de entender do que os do Luxemburgo na beira do campo. Notei que o vagão estava quase vazio e não resisti à tentação do diabo: assim que o metrô abriu as portas, lancei em tom normal de voz um ´´surdo filho da puta, vai tirando, vai...`` e sai do vagão. Ok, talvez eu tivesse errado pois eles não responderam, me achei um grandesíssimo morfético e comecei a sentir arrependimento quando, ao subir a escada rolante, lancei um último olhar na direção dos dois, que me encaravam com olhar de ódio...

Quinta-feira, Junho 23, 2005

UNIDOS POR UM IDEAL



Bom saber que ainda existem motivos para se amar um bom jogo de futebol. Não estou falando do incidente que foi a vitória do São Paulo contra o River, mas sim da senhora surra que a torcida argentina aplicou nos guardinhas no jogo de ontem.
Hilária a cena acima, do torcedor com o capacete da PM, uma demonstração explícita de anarquia extrema, falta de respeito com as autoridades e bom humor, acima de tudo. Não li direito a matéria, tive preguiça, só sei que um monte de policiais levaram prejuízo, o que é bom de se contar e rir em roda de amigos. Não tenho nada contra a polícia, muito pelo contrário, eles garantem nossa segurança, integridade, nos passam tranquilidade e...e...ai, que sono...
Aí vem a cambada de torcedores de sofá e diz que não vai em estádio porque é violento: se a torcida brasileira soubesse fazer como a argentina fez e, ao invés de brigar entre si por bobeira, canalizassem seu ódio e truculência num alvo em comum, digamos, uma meia dúzia de ratos cinzas folgados especializados em baterem sempre nos que estão quietos (acreditem, quem começa a treta sai ileso, quem apanha é a molecada e os tiozinhos, sei bem porque já tomei uma na perna que deixou hematoma por um mês), os estádios brasileiros seriam o ambiente perfeito para a diversão da família brasileira. Após uma duzia de surras, a polícia aprenderia a se por no seu devido lugar e os torcedores aprenderiam a torcer como realmente se deve e fazem as torcidas de River, Boca e outros. Com direito a ´´macaquitos`` sim, vai dizer que não foi engraçada a faixa do Quilmes zoando o Grafite?

Em tempo: esqueçam, tricolores, acordem pra vida de uma vez pro todas e parem de se iludir; mesmo se vocês passarem pelo River, pegam o Atlético e perdem na final, será que vocês ainda não entenderam que quando chega em decisão o time de vocês pipoca? Santa covardia, Batman...
Nem sabia que o São Paulo tinha contratado o Amoroso. O cara joga muito, veio de graça e o meu time se matando pra trazer Wagner Love, que bosta...